No final de 2009, o Doutor Reginaldo Bacci chegou com sua comitiva ao Nicolau Fico apresentando um super projeto para o Grêmio Atlético Farroupilha, visando à formação de novos atletas para as Olimpíadas de 2014. Até agora, só o futebol se movimentou, e mal.
Normalmente, nos clubes que têm categorias de base, forma-se um grupo de jovens jogadores para treinar, evoluir e enfrentar adversários da mesma categoria, ou seja, outros jovens. Alguns jogadores se destacam e sobem para o grupo profissional. A partir daí, se realmente tiverem qualidade, vão render mais ao lado dos mais experientes, e então serão cobiçados por clubes maiores.
Mas Tadeu Xavier e Gilmar Petiz fizeram diferente. Optaram por juntar mais de 30 jovens e colocá-los para enfrentar os jogadores mais experientes na Segundona. Muito arriscado, mesmo com jovens de bom futebol.
Como já disse aqui nesse espaço, não assisti a estreia contra o Guarany de Bagé (vitória por 2x1, com um jogador a mais desde a metade do primeiro tempo), portanto minha primeira impressão do time foi na derrota contra o Rio Grande, por 2x1. Neste jogo vi um Farrapo muito desorganizado, que se limitava a dar balão para frente, buscando o centroavante Jarbas ou investidas de Kiki, o outro atacante, pela direita, sem muito sucesso. Enquanto isso os garotos de Arroio Grande, Jeferson e Henri, comandaram a vitória do Vovô, e Tadeu Xavier justificou a derrota à ausência de uma série de jogadores, que não jogaram por diversos motivos. Desculpa aceitável, visto que se tratava apenas da segunda partida.
Na sequência, Tadeu mudou o esquema tático e o time foi goleado pelo Bagé, na Pedra Moura. Havia algo errado.
Jogadores de pouca qualidade a maioria dos clubes que participam da Segundona tem, mas com um mínimo de organização o time consegue render.
O quarto embate foi contra o Guarany de Camaquã e o estilo de jogo não foi muito diferente dos outros. Contudo, o Bugre Camaquense ,com um jogador expulso, facilitou para o Fantasma. Bola no Jarbas, ele tromba, escora, e Kiki finaliza. Foram assim os dois gols. No entanto a equipe não mostrou confiança, tanto que nas rodadas seguintes foi goleada pelo São Paulo, no Dapuzzão, e pelo 14 de Julho, no Fragata.
Depois desses seis jogos, percebo que esses jogadores não têm culpa. Eles têm pouca qualidade, é verdade, mas estão tentando fazer o máximo. O problema é o Tadeu Xavier, que deu aval para a contratação dos seus conhecidos, e mesmo assim não consegue armar o time, muito menos fazer funcionar a mecânica de jogo. Sem isto, nenhum jogador se destacará, o projeto a longo prazo será frustrado e a demissão do mestre mostra isso.
Tenho certeza de que se o novo treinador (sugiro Eduardo Pereira) enxugar o plantel de mais de 30 jogadores, ficar com 11 melhores e mesclar com os jogadores da cidade e região, os jovens renderão muito mais.