Abdiquei de escrever ultimamente em virtude da impossibilidade de acompanhar os últimos jogos do Brasil. Acabava ouvindo opiniões porém não havia comprovado com meus próprios olhos, exceto o amistoso contra o Cerâmica.
Sendo prático e direto: Este time é muito ruim, demais. Diria que pior do que este time só o atendimento dos supermercados Big e Nacional em Pelotas.
Já seria dose pra leão – sem trocadilhos alusivos à alcunha do esmeraldino – se tivéssemos vencido o São Paulo no sufoco, perder então nem se fala.
Para não ser injusto, afinal, são profissionais e provavelmente estão dando o seu máximo, eu isento todos do ponto de vista individual. Não acredito que a performance do time seja o reflexo das individualidades. O problema foi justamente a montagem desta equipe, as peças é que não se não encaixam e o projeto inicial foi para o saco. Infelizmente agora alguém vai ser o bode expiatório e fatalmente ser substituído. Para subir, antes, o Brasil precisava de um time médio bem treinado, agora para reverter o caos, precisa agregar muita qualidade para compensar o tempo perdido. O técnico, que acredito ser muito competente, não tem tempo para ajeitar o que aí está posto e já está abaixo de improvisações. Alex Martins acabou o jogo como centroavante e não entendi porque Muriel, lateral direito de ofício não jogou, entrando na posição um volante que não sabia cruzar, mas que de resto se defendeu bem.
Apesar de tudo eu não apressaria contratações. Esta formula de campeonato é tão ruim que o Brasil talvez se classifique mesmo com este time. Passada esta fase, automaticamente estariam findando os regionais e aí sim iria às compras, pensando inclusive na Série C. Os acertos poderiam ser feitos agora com calma para não errar de novo. Alias, considerando este jogo contra o São Paulo, a direção Xavante deveria chamar o Russo e dobrar o salário dele. Foi um jogador a parte, fez inclusive o que não sabe melhor do que quem tinha que fazer. O único ovacionado e aclamado pela torcida.
Autoestima
A torcida não pode fazer terra arrasada e sim deve levantar a cabeça, para isto, bastando olhar a situação de outro referencial. Sendo coerente com o que já falei anteriormente sobre a falta de importância da Segundona, embora paradoxal, o Brasil está lutando para subir e chegar onde estão os clubes que lutam para chegar onde o Xavante já está e ainda em um degrau acima.
Eu explico. Excetuando a infame dupla Grenal – cujo campeonato sei lá por que cargas d água leva ainda o nome de seus dirigentes como se fossem duas grandes vedetes - os clubes da Série A do Gauchão, na verdade, estão lutando para chegar no máximo na Série D. Ou alguém acredita que o campeão não será Grêmio ou Inter?
O Brasil já está na C. Este projeto sim me interessa e não pode ser comprometido pela Segundona somente pela vaidade de subir a qualquer custo.
Metendo o pau
Alguns torcedores que me encontram, evidentemente leitores do Futebol Daqui, muitas vezes me cobram para meter o pau e que assim não dá mais. Não posso fazer isso, aliás, posso, mas desde que tenha todos os elementos para compor esta análise de forma clara.
A indignação permeia as rodas Xavantes. Então para não cometer injustiça e ao mesmo tempo não deixar passar em branco a reivindicação de nossos leitores, eu diria que “informação” economizaria boa parte das criticas, faixas belicosas e outros atos hostis. Digo informação sobre o projeto do Brasil, sobre as metas, planos e como vão ser alcançados. Acho que pelo menos os sócios, que são os torcedores oficiais, deveriam compartilhar do projeto Xavante, pois ajudam a bancar o clube. Imagino que haja um planejamento estratégico pelo menos para cinco anos no Brasil que contemple o atual momento.
Sócios
Por falar em sócios acho que o Brasil carece de uma campanha e um projeto mais adequado de busca de sócios. Hoje, uma família média, tipo pai e dois filhos menores, salvo eu esteja enganado e se estiver me retratarei aqui, pagam 90 reais por mês. Isso é quase preço de Dunas Clube.
Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe.