A paralisação do Campeonato Gaúcho da Segunda Divisão trouxe inúmeros prejuízos – e poderá trazer ainda mais -, para os clubes participantes da competição estadual. A suspensão dos jogos por período indeterminado acarretou em problemas de ordem técnica e financeira. A medida foi uma represália do presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Francisco Noveletto, a liminar concedida pela Justiça do Trabalho, que proibiu os jogos das 10h às 18h no Rio Grande do Sul.
No caso do Brasil, essa é apenas mais uma dificuldade enfrentada desde o ano passado. Concluindo o processo de implantação de um sistema de drenagem no Bento Freitas, o Rubro-negro ainda não jogou no seu estádio em 2010. Além disso, amanhã acontecerá o julgamento no TJD referente à última partida realizada na Copa Arthur Dallegrave, contra o Inter B, podendo ocorrer à perda de mando de campos.
- Esse é um ano de incertezas. Nós não temos certezas quando jogaremos no nosso estádio, pois amanhã terá o julgamento, e não sabemos também quando reiniciará o campeonato – demonstra o deu descontentamento o presidente Helder Lopes.
Desde o dia 23 de novembro de 2009 (77 dias atrás), quando enfrentou o Colorado da capital, o Brasil não obtém uma arrecadação como mandante, o que está trazendo dificuldades para o clube. Problemas que aumentaram ainda mais após a paralisação da Segundona.
- Essa é uma questão que nos preocupada bastante, sobre todos os aspectos, o financeiro e o técnico. Nos preocupa porque temos que manter atletas, comissão técnica, funcionários, enfim, as despesas do dia-a-dia, e também o planejamento que foi feito para a disputa desta competição – analisa Helder Lopes.
Lopes espera que o imbróglio seja resolvido rapidamente para que o clube possa amenizar os prejuízos. Com a paralisação da Segundona por um período maior, os clubes provavelmente terão de realizar partidas em um intervalo menor de tempo, provocando um maior desgaste dos atletas.
Sobre a iniciativa do Sindicato dos Atletas, de solicitar que os jogos só fossem realizados depois das 18h no estado, o presidente xavante lembrou que no ano passado o Brasil teve de disputar sete partidas em 14 dias, e naquele momento, não houve qualquer tipo de manifestação.
- Passamos por uma situação semelhante, desumana no ano passado, onde nos jogamos sete partidas em 14 dias e lamentavelmente eu não vi nenhum movimento do Sindicato – afirma.
Cristian Leiria
Foto: Cristian Leiria (presidente Helder Lopes espera que Segundona volte a ser disputada rapidamente)